domingo, 26 de março de 2017

atrás da porta o amor queima no lixeiro de alumínio e eu não sinto tuas mãos tocando minha maçaneta pois sou o pior em tudo que faço e falo com a caneta sem tinta escrevo poemas com o estilete na porta do banheiro sujo de merda pública digo bom dia ao porteiro e não recebo resposta alguma pior ainda é ser tratado como um veado dentro de uma condução nojenta felicidade é uma paz cheia de dinheiro é quando riem da minha cara de chupa pau é quando eu leio o jornal sujo de sangue nosso tu conhece a felicidade? mergulho na piscina de três metros e meio e sobrevivo por lá massageio teus pés de otário em cima da mesa enquanto cuspo verbos na tua cara de otário e tu me paga um salário de merda pra comer minha boceta coagulo num porão de rosas mortas achadas no lixo protesto e ocupo e nada acontece parem de gritar parem de gritar seus bando de bestas que isso não tá adiantando
mais.
explodam a cabeça do presidente num longo espaço de tempo amplo nossas cicatrizes como a terra germinam somos a geração mais infeliz que ouvimos falar abraços continuam baratos
estou me repetindo

Pierre Tenório

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