segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

a lixeira está derramada à sua espera
os lixos já foram jogados dentro de nós
então peço que te acalmes, menina
nada que não seja belo, ficamos por conta das causas
os copos também estão vazios à sua espera
danço como bailarina na caixinha de música e por
vezes me sinto louca, mística
à sua espera
sempre me deixando levar pelo som
a música que paira, você não me para nem pra dizer oi
enquanto mexo meu corpo de vontades
mesmo enquanto silêncio sobrevoa
as pessoas falam e eu não retorno a ligação, não é minha culpa
estúpida
não existe culpa, quando o crime é aprazível
eis que as mãos estão vazias
mato os poemas nas mãos enquanto os fatos
não passam de fotos na manhã plena
à sua espera
me desgasto e sobrevivo
não há nada que não nos haja
então mire.......... enquanto espera.

Pierre Tenório

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