quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A arte é como uma casa vazia e sem portas e sobre a marquise urubus, urubus sobrevoando o projeto de telhado. Esses dias disseram que sou artista respondi que duvido muito e as dúvidas fazem de conta. Tomar as rédeas do cavalo e cavalgar sobre si mesma, não há nada por dentro que os animais consigam farejar e no fundo sempre querem que nos contradigamos.
Toda estrada tem uma enganação escondida dancei nas margens do São Francisco cantei poemas do Melo Neto encenei o fim dos meus sonhos.
Eles cortaram minhas mãos com o carinho de quem apunhala uma flor num lugar cheio de flores num planeta cheio de flores arrancadas
Que escrevem de boca fechada

Pierre Tenório

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