sábado, 11 de novembro de 2017

estou sentado faz horas em frente ao que deveria ser uma máquina de escrever
não falo de um espelho quebrado ou de uma caneta estourada ou a discorrência do texto
na tela do submarino, isso, de não sentir o próximo momento como algo que se escreva
em ordem de pensamento, ou pausa, o que não deveria ser ou o estrago que é, a real ilusão
do nunca. o silêncio dos dias e a queda das árvores, o medo, a distância rápida entre
uma vida e outra, a quantidade de linhas escritas, o peso da página.
o produto

Pierre Tenório

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