Te procuro
nas paredes
do meu quarto.
A saudade
o aprisiona
em um quadro.
Imóvel sobrevivo
nas molduras.
Contemplo
meu desejo
em vozes mudas.
Resisto em ocupar
os teus espaços.
Nas tintas
cores secas
não te acho.
Arranco e guardo
os pregos que
o segura.
Amando as
cicatrizes
que perfuram.
Pierre Tenório
segunda-feira, 30 de junho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Pró Pático
Por ninguém gostar de mim
acabei me acostumando
a erguer bandeiras brancas
e quebrar imagens santas.
Por ninguém gostar de mim
acabei reaprendendo
a não sofrer por outrem
e esquecer o que tá dentro.
Por ninguém gostar de mim
acabei com amor próprio
desperdiçando sorrisos
e alimentando ódio.
Por não gostar de mim mesmo
acabei jogando afora
os foras que me fizeram
querer todo mundo agora.
E por gostar de ninguém
fechei os olhos nos olhos
abrindo escuridões
que fazem sentir além.
Pierre Tenório
Por ninguém gostar de mim
acabei me acostumando
a erguer bandeiras brancas
e quebrar imagens santas.
Por ninguém gostar de mim
acabei reaprendendo
a não sofrer por outrem
e esquecer o que tá dentro.
Por ninguém gostar de mim
acabei com amor próprio
desperdiçando sorrisos
e alimentando ódio.
Por não gostar de mim mesmo
acabei jogando afora
os foras que me fizeram
querer todo mundo agora.
E por gostar de ninguém
fechei os olhos nos olhos
abrindo escuridões
que fazem sentir além.
Pierre Tenório
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