quinta-feira, 4 de novembro de 2021

haverá ainda 
sentimento 
após 

você me matar 
por dentro 
haverá 

ainda 
momentos 
em que plantarei 

sementes 
no lugar 
em que poderia

me vingar. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

te perdoo
por meter 
o pau em mim

não sou boa
não sou ruim

quando disse
que te amo 
você disse 

é o fim. 



sábado, 30 de outubro de 2021

há uma pedra dentro dos meus olhos
um pedregulho nos teus sonhos pairam
brilham nossas águas asteroides  

desato os nós da garganta 
desato os nós
atos  

volto no tempo 
e sigo ao vento para 
conseguir seguir 

não vejo o poema 
como ele era 
vivo vívido vivido  

em todo aspecto de seiva 
os olhos de bomba 
explodem 

sobre mim
sobre
flores.



domingo, 17 de outubro de 2021

meu namorado é
um homem invisível 
que sofre tanto 
quanto eu
que me maltrata 
tanto quanto 
chora.
meu namorado é
um homem que 
me ama o suficiente 
para que eu sinta 
muito.
meu namorado é
o seu. 
 

sábado, 17 de julho de 2021

coço meu nariz e não sei sobre o que venho a inventar
dessa vez, posso pular o muro ou roubar o mercado em busca de
algum carinho ou alguma emoção, eu só queria tocar os dedos do

 garoto, rapaz, menino,
um homem que me entregava as coisas todas (para não dizer linguiça)
eu queria vê-lo e ao mesmo tempo roubava-o. eu roubava dele os pensamentos.
ficava bêbada sem querer escrever o que eu mais sentia.
TUDO JÁ ESTÁ ESCRITO, de forma trágica penso que tudo pode ser um pensamento,
o som está muito alto e isto não é um diário, é só um poema.
o qual decido minhas dores, preciso parar com isso, se não vou
morrer. preciso arranjar um jeito de me amar. preciso arranjar um
jeito de me contradizer;



sexta-feira, 16 de julho de 2021

se minha amiga 1 estivesse viva, ela diria que é super natural 
agasalhar-se em pleno meio dia de sol escaldante. (com ou sem praia)
se minha amiga 2 estivesse viva, ela diria que é super natural
vestir fio dental mesmo sem escovar os dentes. 
eu diria que fico muito excitada em saber que pessoas rezam 
ao saber do meu corpo congelado
ainda vivas em minha memória elas nem conhecem e odeiam saber sobre.
eu fico divagando como é sobreviver a esse filme de terror 
onde todo mundo dita e ninguém se expressa realmente.
eu odeio viver nesse mundo, me divirto muito enquanto tudo
arremessa pedras. se eu tenho que tomar no cu, eu vou tomar no cu.
com muito prazer, meu professor vai corrigir tudo com muita cautela. 


quarta-feira, 2 de junho de 2021

sou mais uma como você a fazer parte desta 

descoberta, sou mais uma d'uma geração de dunas, 

artista do meu lugar de grito, escondida sou mais uma como 

você que as vezes perde a hora de entender, sou mais

uma que se desentende ao decorrer do rio, lentas as letras 

se unem alquimistas das suas próprias palavras, bruxas

das suas próprias fogueiras, poeiras de tantas dunas.