coloca o Celular
no teu coração
e deixe-o vibrar.
Pierre Tenório
quinta-feira, 23 de março de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
sentei
na mesa de madeira bruta quase só
e comecei de um por um
a degustar os espetinhos do lugar.
tomates, cebolas, vinagre, porcaria
comi quarenta e nove corações
pequenas novidades
dentre eles o meu estava no fim do último palito
foi quando naquela hora eu te deixei
olhar para minha mesa
e vomitar no meu prato sujo
cinquenta reais
as previsões de chuva estão por vim
e eu te digo: se molhe, por favor, vai te fazer bem nesse frio,
seu porco.
Quando como muito fico de mau humor
Pierre Tenório
sexta-feira, 17 de março de 2017
ORVALHOS
qualquer pessoa pode ter
o mesmo perfume
que o seu,
mas, duvido que ela possua
o mesmo cheiro que o meu
nariz inspira pelos cantos
da tua vida.
posso amar qualquer perfume
mesmo que não seja pura
tua essência,
o cheiro do seu corpo
penetrando meu olfato
ainda escorre pelos olhos
da minha vida.
Pierre Tenório
qualquer pessoa pode ter
o mesmo perfume
que o seu,
mas, duvido que ela possua
o mesmo cheiro que o meu
nariz inspira pelos cantos
da tua vida.
posso amar qualquer perfume
mesmo que não seja pura
tua essência,
o cheiro do seu corpo
penetrando meu olfato
ainda escorre pelos olhos
da minha vida.
Pierre Tenório
quinta-feira, 16 de março de 2017
primeiramente,
fora aquilo que te escrevo ou escrevi.
que me levou e me levando, o fogo flui;
qualquer coisa não seria necessariamente delicada.
ou dedicada.
uma carta, uma urgência que me fale a memória,
confesso de lábios fechados e molhados pela língua entre os dedos
da ressequidão umedecida pelas páginas calejadas que sem calar, param
para me ouvir dançar.
e eu danço, danço e também me deixo levar um pouquinho
como o galo gala nas manhãs sob a lua.
confesso que esconderia tudo maldito.
dentro do teatro, lá no camarim, por debaixo da
bolsa preta que está em cima da sandália de couro.
e acolheria tuas cartas onde, onde os olhos não alçariam
aterrizar, ou até mesmo entre os membros de um corpo insólito.
no entanto, porém, contudo, decido queimá-las as tuas cartas
em meu ventriloquismo insensato.
e lembrá-lo de uma vez por todas com toda evasão das reticências.
me destroço e me espalho e me esparramo no estardalhaço
das conversas onde calado sobrevoo vestígios
que me levam ao nunca mais me retoque.
engulo copos vazios de ar.
sem pontos
não tentes me
Pierre Tenório
fora aquilo que te escrevo ou escrevi.
que me levou e me levando, o fogo flui;
qualquer coisa não seria necessariamente delicada.
ou dedicada.
uma carta, uma urgência que me fale a memória,
confesso de lábios fechados e molhados pela língua entre os dedos
da ressequidão umedecida pelas páginas calejadas que sem calar, param
para me ouvir dançar.
e eu danço, danço e também me deixo levar um pouquinho
como o galo gala nas manhãs sob a lua.
confesso que esconderia tudo maldito.
dentro do teatro, lá no camarim, por debaixo da
bolsa preta que está em cima da sandália de couro.
e acolheria tuas cartas onde, onde os olhos não alçariam
aterrizar, ou até mesmo entre os membros de um corpo insólito.
no entanto, porém, contudo, decido queimá-las as tuas cartas
em meu ventriloquismo insensato.
e lembrá-lo de uma vez por todas com toda evasão das reticências.
me destroço e me espalho e me esparramo no estardalhaço
das conversas onde calado sobrevoo vestígios
que me levam ao nunca mais me retoque.
engulo copos vazios de ar.
sem pontos
não tentes me
Pierre Tenório
quarta-feira, 15 de março de 2017
escreva o que pensar
como lençol fino pesa
sobre alguém sozinho
ou então jogue pedras
leves sobre as flores.
Jamais seque os olhos;
banhe-se na fonte
dos poemas mortos.
Trafegue entre escolhas
de produzir livros
ou livrar-se das penas;
amo folhas em branco
infinitas escrituras
conjunturas
de céu sem estrelas.
também verdes
e secas
amo árvores
presas
em terrenos
flutuantes;
de tempo passado
ou nascido
em finíssimos galhos.
amo as folhas que fumo
e esqueço
desde quando as leio
até apagar tudo
que escrevo.
Pierre Tenório
como lençol fino pesa
sobre alguém sozinho
ou então jogue pedras
leves sobre as flores.
Jamais seque os olhos;
banhe-se na fonte
dos poemas mortos.
Trafegue entre escolhas
de produzir livros
ou livrar-se das penas;
amo folhas em branco
infinitas escrituras
conjunturas
de céu sem estrelas.
também verdes
e secas
amo árvores
presas
em terrenos
flutuantes;
de tempo passado
ou nascido
em finíssimos galhos.
amo as folhas que fumo
e esqueço
desde quando as leio
até apagar tudo
que escrevo.
Pierre Tenório
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